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Que Cultura da Convergência é essa que estamos inseridos?

Um dos principais livros que li para fazer meu trabalho de conclusão de curso (talvez o mais importante) é a Cultura da Convergência do Henry Jenkins. A medida que ia lendo fui me apaixonando pelo texto e pela teoria, buscando na minha cabeça exemplos e formas de poder encaixar a cultura da convergência no meu dia a dia.

Para poder contextualizar direito, me utilizo do que fala Jenkins: “bem-vindo à cultura da convergência, onde as velhas e as novas mídias colidem, onde mídia corporativa e mídia alternativa se cruzam, onde o poder do produtor de mídia e o poder do consumidor interagem de maneiras imprevisíveis”. Em outras palavras, o que Jenkins classifica como cultura da convergência é a capacidade das novas mídias se relacionarem com as mídias tradicionais e com os próprios consumidores, que já não se mostram passivos.

Durante todo o texto, Jenkins aborda a cultura da convergência voltando basicamente para a produção de narrativas. Utiliza como objetos de estudo, por exemplo, casos com Star Wars, Harry Potter, American Idol, Heroes e outros produtos culturais. Aderindo a nossa realidade de publicidade e marketing, já devemos sugar ao máximo as características da cultura da convergência de outra forma.

Penso eu que a melhor forma para uma empresa se encaixar bem na atual cultura da convergência é se manifestar de diversas formas em diversas mídias. Por exemplo, uma empresa de eletrodomésticos deve estar presente em vts da televisão aberta, que já coloca na tela os links para suas redes sociais, e nessas redes sociais ela já disponibiliza um vídeo feito por fãs, e assim esse ciclo vai acontecendo. A presença das marcas nas mídias tradicionais, nas novas mídias, nas mídias sociais e no conteúdo criado pelo público é de extrema importância para que exista uma cultura da convergência.

Porém a convergência não ocorre apenas com as mídias. Assim como Jenkins explica que a narrativa em cada mídia deve ser diferente de forma a não precisarem uma das outras para se explicar, mas que devem ao mesmo tempo se unificar, na veia do marketing digital essa premissa também é verdadeira. A forma com que as empresas devem falar, o tipo de assunto abordado em cada uma das mídias deve se diferenciar, para assim poder focar em determinado público, em determinada informação, talvez até em determinado valor que a marca quer passar.

As empresas pensam que apenas estar presentes nas redes sociais falando a mesma coisa em todas elas já basta para conseguir êxito na realidade econômica em que nos encontramos. É importante pensar que conteúdo de qualidade e que tenha envolvimento com seu negócio e com o seu público é o principal atrativo nessa cultura da convergência. Basta sabermos diferenciar em quais canais devemos abordar determinado conteúdo, e conseguir conectá-los de maneira a coexistirem independentemente mas ao mesmo tempo serem parte de um todo. A cultura da convergência na publicidade e no marketing digital é isso: utilizar de antigas e novas mídias, e da capacidade dos usuário e novos compradores, para criar uma narrativa transmídia para seu negócio.

Além do livro, esse vídeo foi muito instrutivo na hora de entender o que é a cultura da convergência:

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